22 de janeiro de 2018

Serôdio de vento chega aos urros de uma noite intensa e solitária. Eu me deito  o banco dessa varanda e a chuva anunciada pelos relâmpagos que clareiam o céu sem estrelas fazendo me refletir e pensar o que habita nos céus do céu que vejo daqui! Sinto o cheiro da flor que sem nome, faz trovejar antes da mesma chuva que se forma em outros campos. Há um solstício noturno que declina a cadeia natural de todas as coisas. A noite escura não pode assombrar tanto quanto aos pensamentos dos homens que navegam como fantasmas visíveis que assombram todo o universo, com suas mentiras e ruínas para a conquista de um pedacinho de céu, que se desfaz como toda nuvem se desfaz...
E a chuva cai vagamente como uma serôdia tão cheia de graça, que a terra tem o mais incrível perfume que nem sempre vem aqui. Mas quando chega eu sinto e percebo. Não há tanta beleza nas luzes da baixa cidade quanto dos raios que atravessam horizontes e cortam longínquos espaços celestes e mesmo assim, não revelam o que está além do céu que vemos.

Essas sensações que me surgem e me tomam por suas cores invisíveis e de finitudes indomáveis. Me fazem saber que estou no caminho certo, não...