13 de janeiro de 2018

Ruminam os outeiros ao vento
E as nuvens trazem o inverno antes do tempo
De passos ao vento e sopra um moinho
Na tarde inaudível, e vem caindo á noite

Anunciando uma nova caça silenciosa
Onde olhos não podem enxergar o caçador
E as engrenagens forçam o vazamento
Do óleo como vapor de lágrimas

Há uma canção que canta a morte
E portas escuras se abrem para os corredores
Escuros, onde ecoam vozes desesperadas
E nada além desse último suspiro que falta

O vida alva para aquilo que vaga no além
De cabeças controladas, mentes supérfluas
Corpos que são jazigos da alma
Terra estranha o coração a navegar

Ilhas conhecidas, mas que não sabe a alma
Afeto cinza de cordilheiras quebradiças
Destronando arredores de comportas
Onde vagamente o corpo vai morrendo
Antes do natural envelhecimento, cada dia...

Tudo distante, ainda que veja os olhos!

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!