4 de janeiro de 2018

Saco de ossos

Pele, corpo e voz
Nada mais senão;
Corpo e cabeça e saco
Cinza e passos apagados

E tudo além dos olhos
Despercebidos, somente além;
Passos audíveis despercebidos
E ouvidos que nada vêem

Pena do vento invisível
Folha levada e nada mais;
Senão carruagens ósseas
De ventres impuros sem vento

Paralisia do sol amarelo
Sem doenças e nada mais;
Senão energia que faz pensar
Para o saco de ossos não parar

Pensantes olhos de mentes cansadas
Sentimentos adoecidos e adormecidos
E nada mais, senão;
Frio ou calor ou tempo nublado

Só que nada disso satisfaz
Sol sem nuvens  céu azul
E além disso, nada mais, senão;
Sacos de ossos andantes.

Essas sensações que me surgem e me tomam por suas cores invisíveis e de finitudes indomáveis. Me fazem saber que estou no caminho certo, não...