22 de março de 2018

Vitrais dos pensares

Nos pesam como flocos de neve
E se desfazem/
Essa incrível mutação da natureza
Faz florir/

Campos distantes do sonho
Que transforma/
E se cai a noite, dorme a realidade
Espera também o sol/

Não é preciso entender além do que convém
Bate o coração/
E a vida se faz tarde calma
Onde me deito a descansar

Movendo os moinhos que me pensam
E ouço o tiquetaquear/
Do relógio que mesmo sem força
Meus olhos movem/

Ponteiros como se alma para a vida
E surge o sonho/
Fazendo adormecer a realidade
E essa terra estranha, chamada coração

Nada pode senão fazer funcionar o corpo
Porém, a alma/
Essa reluz o sol, também cria as sombras
Mas é a fonte de todas as coisas/

E faz da bagunça uma obra de arte.
Porque amar/
É a mais pura obra prima
Para tudo não precisar
E o nada transformar.

Os demônios

Os demônios A penumbra da madrugada fria Onde estreitos eixos se debatem Como um finíssimo aço na mata que se propaga Um saco de ossos v...