28 de outubro de 2009


"Sou completamente cheio de manias... Tenho carências insolúveis. Cicatrizes mal curadas, de amores malditos..."

          Sim, sempre fingimos estarmos bem para que nada dê errado mesmo sabendo que o impossível é possível tentamos com ousadia demonstrar o que um dia não o fizemos por não sentir. Segredos que quando ditos, tornam-se apenas um conto, esquecido e não vivido, inventado e não sonhado... Somos vítimas de nossos próprios sentimentos, amamos sem querer, fingimos não acreditar, e sentimos por prazer. Plagiamos nossos pensamentos e vivemos o que esquecemos, abraçamos a solidão e nos consolamos com a sua solidariedade que nada nos cobra, quem disse que as novidades são bem vindas? Se agradar a mim, desagrada a ti! Carente de sentir o que não poderei, de tudo que se foi não quero mais de volta...
          O impulsor do sofra nunca nos mantém preso, e nem mesmo pede para sofrer. Melancólico seria se eu falasse da minha vida, mas falo do que ainda não se pode resolver, de coisas que nem mesmo fazem sentido, mas se não fazem sentido, por que sentimos tudo isso como um colapso de pensamento? Um simples sorriso que se tira, é a simples noção de tudo que não mais queremos de volta, um novo pensamento é o que nos faz continuar... Não por querer, mas por que é preciso, por algumas coisas vale à pena lutar, por outras fingir.
“Entre tudo, somos o que podemos ser, e além dos sonhos que podemos ter viver.”
           Eu não deveria ter escrito... E você deveria ler?

Deixe-me compartilhar com você uma memória

Dentro desse sonho, há uma imagem da morte E ela me leva onde há um saco de ossos Em que ali está o meu nome E pelo corredor daquele vale...