Um desejo terno em querer adormecer,
Mas nada tece os olhos, a caírem
Sobre a mesma dormência que penso existir
Tão profunda em mim, que abre uma porta
Desenhando os pensamentos, onde tudo
Vai tomando uma forma, sensível
Desperta-me profundo anseio em tê-la
Tão perto a dividir este campo
Que sozinho caminho, a buscar-te,
Sem saber por qual razão de estar aqui
Um poema que nasce ao poente do meu pensar
Que trás para tão perto a existência
De um ser intocável que alcança, este delinear
Que desenvolta as curvas de uma longa estrada
Que percorro sombrio e mudo
Um desejo estranho de estar e nada ser!
De chegar e em silêncio ficar,
Desejando apenas o tom meio da luz
Que palpita um novo sonho a sonhar,
Enquanto desce esta quente brisa do corpo imóvel
Decifra-te musa de longe, que se aproxima
Que toco ao olhar sobre a lua que tudo alumia
Sonho meu, que em si divido
Para que dois se tornem um,
E um sejam para dois que tão somente
Despertam o cair da madrugada que inspira.
//.
Preciosidade
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