27 de agosto de 2015

"Corpo trêmulo, como se nada houvesse
Dentro, e queima o corpo todo afora
Deliro um sonho acordada,
Sobre a janela, enquanto cai a chuva
De gota em gota, arruinando campos
Que estão distante, tão de mim
Vazia, febril, mas contida em tudo
Sobre os olhos que quase adormecem
Me sento, mas prefiro o deitar-me dos pensamentos
Que deslizam, voam, e traem o novo
Nada palpita o querer, muda, silenciosa
Os dedos frágeis, como se desejassem pintar
Uma tela interior de mim, que se desfez
De uma tarde passada, a fadiga
Levada aos orvalhos de cristais que me deixam
Aqui, paira sobre esta silhueta de uma luz fraca
Os olhos, tremeluzem o sentido do que vejo
E o coração saltita uma ânsia de cura
De ser a chuva o instante, e o colo que acolhe
Tão simplesmente para eu sonhar, sem ponderar
Delirar, não o amor, mas o coração para viver."

"Atenua-se no vasto céu negro antigas estrelas e esplendorosa e formosa lua...

Fazendo mundos surgirem junto a sensação do vento noturno Solstício outono também declama o amor as folhas Onde cada uma delas também...