16 de agosto de 2015

"De tudo quanto penso ser, nada é
Mas algo se transforma, se desfaz
Quando então noto que nada me vale
Isso aqui que está aqui fora, pois há vento
E em tudo toca, e em nada fica
È preciso sentir o interior, tal como a alma
Deixar fluir o que não possuem, e mostrar
Tudo quanto é, que está dentro
Pois por fora, olhos assistem olhos, corpos
E uma dança sem sentido, que nada traz ao coração
Mas se tal olhar com aquilo que está dentro
Será possível não só imaginar, devanear
mas viver profundamente tudo quanto
Não podem lhes dar, fazer ou te presentear
È preciso se encontrar para achar, aquilo
Que um dia se perdeu."

"Atenua-se no vasto céu negro antigas estrelas e esplendorosa e formosa lua...

Fazendo mundos surgirem junto a sensação do vento noturno Solstício outono também declama o amor as folhas Onde cada uma delas também...