3 de dezembro de 2016

Cala-te pelos olhos, e sente os ouvidos
E paira os passos, mudos sobres os cantos
Numa fração de segundos, o que muda?
Que canção tocam as aldeias distantes?
Mudo o criado, que de longe transpira...
Calado e imóvel sobre este canto quieto
Pois tão somente observa tudo que passa
Soa a impressão, mas nada é, porque passa
A impressão do vento sobre esta janela paira
Que nada mostra, senão teu altar para a vida
E nada é real, até que seus olhos o vejam."

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!