2 de janeiro de 2017

Caminhos
Caminhos descalços para pés suaves 
Ainda assim, cansados
Colchões duros para noites macias
E ainda assim, insones 
Mãos inseguras para mentiras firmes
Ainda assim, mutáveis 
Olhos incertos para segredos certos
E ainda assim, insinceros
Para pés suaves cansados
Para noites macias insones 
Para mentiras firmes mutáveis 
Para segredos certos insinceros
Para, pés suaves cansados
Para, noites macias insones 
Para, mentiras firmes mutáveis 
Para, segredos certos insinceros
Para!

Assores, 

Certo de que a poesia existe

E que faz-me viver nestas eiras perdidas das estradas Desnudas da vida de homens quaisqueres de iguais Seres de areias que desfazem ao v...