1 de janeiro de 2017

"Lembro-me de esquecer de lembrar
Que em mim, há um sonho
De te encontrar, sem deixar que o tempo passe
Ou acabe, não me embriago para te ver

Pois te vejo como um reflexo de mim
Diferente daquilo que buscam, por tolices
Não posso me mostrar pelo que me veste
Se sou as vezes, fragmentos por dentro

Ora, sou mais como uma nota
Que busca encontrar-te como instrumento
Não como quem toca pelas notas
Mas como quem busca a verdadeira canção,

Cresce em mim, um enredo, chamado vida
E me esqueço que envelheço neste segundo
Inda que pouco, me aproximo de tudo
Que antes esteve distante de mim, mas tão perto

Que de tantos quês, me esqueço dos porquês!
Pois não duvido disso que escrevo, vem formando
Verso a verso, assim, te encontro, em mim, 
Sem que te toque, pois me basta eu ouvir esta canção...

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!