3 de outubro de 2017

Hoje eu sou o pó e a cinza dessa estrada.
Amanhã serei eu reduzido a nada por através das  palavras. Palavras são um mundo, e o mundo das palavras, dá sentidos as todas as coisas. Sou um sentimento incondicional. Que não vale por notas ou decifrações elevadas. Sou um quilômetro deste raio aceso, que inspira essa passagem para o anonimato. Nada será levado na minha catacumba.
Mas quando então, desenterrarem a mim, serei para sempre lembrado!
Eu sou a existência do sentir... Sombra deste século, luz do amanhã.

Eu sou um futuro distante e amplamente desconhecido de uma literatura rica em tuas dimensões. A rasura e a deixa de uma expressão inapropriada, sou a criação do presente sem passado, que contará todas as estórias que  a pouco ecoaram. Sou futuro, sou a poesia deste século para o próximo.  Eu sou o lápis, tu meu tinteiro, e o amanhã um simples papel em branco...

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