24 de fevereiro de 2018

Deixe-me compartilhar com você uma memória

Dentro desse sonho, há uma imagem da morte
E ela me leva onde há um saco de ossos
Em que ali está o meu nome
E pelo corredor daquele vale escuro e frio
Por entre as entranhas das sombras
Flui meu espírito sem qualquer pedaço de carne
Tange a morte a dança e sorrindo a bruxa vem na escuridão
Por quatro vezes me falta o ar enquanto sonho
Desejo plácido onde me tocam quatro mãos
Descem as nuvens e ecoa o vento do norte
Por um segundo volto a ser uma criança
Que inocentemente faz tornar ás horas para trás
A desordem que traz á tona a visão
Desperto sem ar, mas volto a sonhar
Águas escorrem sobre o efeito de uma antiga magia
Percorro sonâmbulo, mas tão vivo quanto essa semente
E descubro que não há nada que possam fazer
Que não possa ser desfeito com a batida do meu coração.

A noite trouxe dia,
E tua luz, trouxe-me  notícia da morte.

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!