19 de fevereiro de 2018

"Eu e Ela."

Não são moedas meus anseios
Ardentemente, desejo além do pensamento
Porque não enxergo com os olhos
Enxergo com a alma
E somente ela sabe o que não sei
Até mesmo de mim para isso
Que chamo de mundo existente na superfície dos olhos
Não existe para mim dentro do meu sonho
Sonho profundo e não íntimo da morte
Sou uma nota que desce a rua
A cantar no invisível da suprema realidade
Não sei nada além de mim
Me tornei esse depósito, quase um dom
Um livro inacabável, cheio de júbilos a se lembrar
Sem paixões ou romances de contrabandos
Sou esse amor, que é traslado do seu sentimento
Por onde quer que siga e vá
Tudo ali está, sem procurar uma vaga
Sou o silêncio desse corredor desse museu das letras
E também a porta desse teatro fechado
A cortina que se abre para o espetáculo da vida
Em que na paisagem naturalmente se desenha a arte
Não posso retornar desse sonho
Porque está tudo ali...
Em meio a essa música que danço com as estrelas
Sou a mistificação desse passo inteiro
Sem metade perdida ou esquecida
Eu sou farol dessa ilha perdida
Que se encontra mesmo na escuridão da noite
Que é bela simplesmente por ser noite
Porque é o sinal de que descansa o nosso dia
Eu sou o despertar de mim
A hora e o tempo
Eu sou o agora, vivendo o futuro que sou eu
Sou divisor das minhas águas
E nada há além de "Eu e Ela."

Novas cores

Definem os olhos Por tudo e cada coisa Que chega e logo passa Se desfaz E então... Nascem cores e Fontes Que inspiram A ida e não as...