17 de março de 2018

Doce canção de ninar é a vida


Rompem ás colunas e desce uma canção
Diante dos escombros o furor
De cada peça a formar a vida em ascensão
O peso inóspito ao sentido dos olhos que vagam a procurar

No invisível domínio da arte que supera
Recria e navega horizontes surreais
Trazendo sonho a vida, o movimento das cores
Não dormes, porque custa pensar

O sussurro que desperta a noite oriunda
Sem manifestações das magias antigas
Sem mitiscismo das artes antigas
Apenas eu e as estrelas e o lago mudo

A beira do vento e da fogueira que dança
Em cores febris que cintilam meus olhos
O uivo da lua a meio fio das nuvens
Que esconde verdadeiros mistérios

Sento-me aqui diante da sombra que emite a luz
E estou dormindo e nada mais...
Não dou a vida o sonho, mas o sonho a vida
E vivo além das menções inventadas por mortais e mãos inábeis

Essas sensações que me surgem e me tomam por suas cores invisíveis e de finitudes indomáveis. Me fazem saber que estou no caminho certo, não...