19 de junho de 2018

Diz-me os ventos e me explica as ondas do mar

Sobre os céus troveja e finda toda luz dos olhos
A declamar o medo sobre crianças e mortais que escutam, mas não ouvem
Porventura, teme a tempestade o homem que condena o mundo?
A se justificar pela soberba desviando os trilhos marítimos?

E assim como vagões se perdem a ferrugem das águas
As cargas são deixadas como fardos imprecisos da vida
Própria em majestade e alteza de excelência
Desfazendo como brasas de lenha ardente os sonhos

Trazendo o furor de uma sinfonia atenta para tudo
Em que olhos não vêem, sentidos nenhum percebe
Mas os lábios lamentam o ato previsível
Pois esconde-se o criador pelo percurso do medo e lamentação

Ata-lhe o rosto por detrás da porta que esconde o segredo
Mas o gesto imprevisto descompassado a vida
Entrega-lhes como animal barulhento
Porque surge da profundeza da alma, todo acontecimento do porvir

Toda erva seca e a semente é homem
E se deita a sombra da árvore sombria do pensamento
Que dentro da imaginação faz teu rio transbordar em dobro
Pela malícia de tubos que levam a córregos poluídos

"Obra-prima se deita e folga
Num pasto distante
Chamado solitude de um homem só
Em que mal nenhum há

Solicitude sua em fazer arte
Enquanto dança sobre os montes
Vendo a cauda de cada estrela
Surgir e ressurgir em cada novo horizonte."

Essas sensações que me surgem e me tomam por suas cores invisíveis e de finitudes indomáveis. Me fazem saber que estou no caminho certo, não...