30 de setembro de 2013

 E tudo se achega como um sinal
Perdido num cais jaz abandonado
Onde a luz da torre se finda
No infinito firmamento dos olhos

Vento que toca a inocência
Noite que inala a vida, trás o dia
Neve na montanha, neblina do pensamento
 A encosta dos sonhos sobre o horizonte

Quem te busca para te sonhar?
Sempre que sentes o sonho de um inconsciente?
 Fada de uma floresta perdida
Fogo de uma terra escondida

A majestade do inverno
Que não faz nada florescer
Tempo que hiberna os riachos
Como inércia passageira.

29 de setembro de 2013

"Noite que não me sonha
Olhos abertos a lua
E passa lá fora o vento
Que bate a janela

Rompe os sentidos
A que jamais tenho
Sobre as coisas que sinto
Um Êxtase de coisas

Me sonho sozinho
E além do meu eu
Existe alguém,
Que nunca aparece

Caminha lá fora
Meu sono perdido
Encontro aqui dentro
Um infinito sentido

Tremeluz o coração
Palpita a ideia
Que finda o horizonte
Até que eu adormeça."
"Dreamless somnus
Sine die luminis
Nocte INLUNIUS
Ita omnia mutantur
Ut it tempus
Toca me ventus
It per vos vitam
Transcendens Mortem
Quia omne quod praeterit
Semel veniam
Inténdit fluctus
Odoribus florum
Ingens hortum
Nota quod ludere millia
Nec, si carmen. "
                "Psychoanalysis,

28 de setembro de 2013

"Ainda que se feche os olhos, o pensamento suplica imaginar. O que se tem e passa sem que vejas, para sentir o profundo oceano dos sentidos. Assim como quando amanhece com a certeza de que chegará tarde a noite."
              //Rabiya Mansoor

27 de setembro de 2013

"Após tempos nós descobrimos como podemos e não fazemos."
Vento que bate e foge á janela
Trás a silhueta das luzes
Que tantas se fazem estrelas
Ao olhar silencioso que deita e aquece

Sobre  lençóis de nuvens que correm
A cobrir constelação que sonho
Sem te ver assim que sinto
Como perfumes que são lilases

O labirinto de mil sonhos
Que aquece o ar pairo
São tuas  flores neste jardim
Desfazem rosas e trazem lírios

Vasto campo, profundo e raso
O que inspira esta noite?
A que me tenho este agora?
       Tempo que oscila e trás de volta...

                      .A PRIMAVERA E O FOGO RARO.
      //Rabiya Marsoor

Preciosidade

Amanhã serei silêncio

Silêncio de um homem cansado  De tentativas errantes Mas que foi feliz ao semear bondade  Um choro reprimido agora partido  Deixo escrito o ...