30 de abril de 2018

Meu inimigo, ele não tem cheiro e é invisível. Ele não possui forma, mas sabe bem como assombrar pensamentos e arruinar sonhos. Ele não tem cor, mas tem mais poder do que qualquer mortal que ande na face dessa terra, chamada: mundo!

"Não é o tempo que passa que nos trás descobertas. É a nossa passagem dentro deste tempo a nos revelar o mistério que tudo suporta e tudo compreende de modo que não afogue o coração em tantas promessas. Pois a vida, já é uma promessa, pois nela, nada merecemos senão aquilo que ela nos dá. Pois aquilo que se compra, é vaidade e não se vê o tempo como senti-lo. E então, tudo passa e vai querer novamente. Mas o amor como Ele permanece, nos faz desapegar-se do igual e pronto para viver o inenarrável  e sentir o inimaginável, o Amor.

"Notemos que há no céu todo impedimento de vê-lo perfeito como o é. Pelo simples fato de que o homem não se importa em ver as cores de como são e se formam as coisas. A sua consciência é a própria poluição e impedimento. Podemos não ter o poder para mudar e transformar as coisas, mas as nossas causas justificam e determinam a mudança e transformação."

26 de abril de 2018

No percurso da nossa construção, as vezes alheios a todas as coisas, pairamos e negamos a nós como princípio de cada estrada. Mas chega o momento em que os olhos se fecham e não vemos mais como são as coisas, mas como desejamos que elas sejam.

25 de abril de 2018

"Relatos e fragmentos.


Hoje eu afinei a ponta do lápis em um pequeno graveto de uma das árvores que estava ali, ao meu derredor.
Uma tarde vazia, calma e de um vento ameno, quase frio.

24 de abril de 2018

"A poesia sugere que própria vida é a profunda e única razão para viver;

Isso pela existência e proporção de todas as coisas, além da natureza."

Os adornos não cobrem grandes defeitos

Por isso são confundidos os olhos
Que ligeiros a passar, enganam o coração
Sufocando a alma que abandona o corpo
Iludem-se os pensamentos dentro da imaginação, fenecem os sentidos

E a verdade adormece cobrindo a realidade

Tudo que veste, cobre
Encobre, ofusca;
Mas mostra/...
Revela...

Porque obscurece e o sentido brilha, iludido
Porquanto cega, mata, enterra e encerra
O mundo, feito de ternos defeitos inaceitáveis
Tornando-os perfeitos para os pensamentos puros

O defeito que inteiro se pode aplainar, o perfeito como fumaça passa...

Muda, porque precisa;
Pára, porque é loucura
Viver simplesmente para fora; Ser folha ao vento
E revelar teus segredos

D'onde vens e para que sopras ali...

23 de abril de 2018

"Se aprende ver bem o futuro quando se têm o coração voltado as coisas do alto. Porque na planície terrena, nada se realiza verdadeiramente, porque tudo já está pronto e feito e não é novidade que se percam em meio as paixões os que buscam coisas de valores mortais."

22 de abril de 2018

18 de abril de 2018

"As vezes por medo de simplesmente fechar os olhos, não dormimos! Por isso acordados, nada podemos realizar, senão o que vemos."

16 de abril de 2018

Para o alto de um reino

Que são meus pensamentos
Outrora desordenados, hoje cantam
Divinal estação de outono
A imagem sobrenatural do meu ser
Onde se revela um reino
Onde a fantasia corrompe a vida
Das paixões para as tragédias
E dos romances para as ilusões
Mas no alto do meu reino
Se encarna um verbo vivo
Onde sentimento, não se mede
Como não há peso ao vento que leva folhas
Vou além para o alto e ali me reconheço
Onde habita meus medos profundos
E um véu se rasga, revelando o invisível
Divinal imagem do meu ser que transfigura
E faz da mente um reino, onde não habita maldade
Tampouco efêmeras ilusões

13 de abril de 2018

Ao longo das horas, a vida é fascinante

Esse movimento onde me sinto distante
Das maquinarias e murmúrios indefinidos
O mundo que em mim se transforma, faz girar
Estas tantas rodas ligando silencioso motor

O pensamento refinado
A mais perfeita paisagem
A vida em seu fascínio
Que também move o trem aos trilhos

Meus olhos a perceber as fechadas
Me desfaz do que
penso, porque há um sinal
Que entre tempo e espaço, faz-me sonhar
Você calma e longínqua, porém, a realeza de meus sentidos

Presente no sol que se põe
E dona do peso mais agradável que é teus seios
Onde me deito no repouso que realiza
Aqui ou acolá meu estar, se bom ou mau

O amor o sabe,
Porque aprendeu a me suportar na loucura
E define meu ser antigo
Que faz tua imagem a cada dia se renovar

Como flor que não se planta e nem se colhe
Se sonha pelas eiras as estradas sombrias
Porque te sonho a cada dia do meu mundo
E o nada que existe, me toma...

E transforma tudo em nada/
Porque basta teu ser
E ainda que distante
Faz surgir os alicerce das minhas razões silenciosas.

9 de abril de 2018

Todo meu ser denuncia o quanto amo te conhecer


A tua voz que faz meu coração bater mais forte
Pois teu olhar, faz tudo ao redor perder a graça
Quando vens, denuncio o quanto amo te ver
Teu coração que faz meu interior desmoronar

Tua presença que faz meu ser todo se entregar
Quando vens, deixa aqui todas as estações
Teu ser inconfundível faz meu ser teu ser
E quando vens, denuncio meu amor por ti

Quando vens, canto sobre ti e  desvendo o amor
Porque ele existe infinitamente no que se não vê
E traz a existência o sonho profundo
Porque destrói as mentiras e é luz nas sombras das próprias sombras...

Destrói as montanhas. e faz-nos ver o sol...

7 de abril de 2018

O caos


Que surge nas mortalhas do fogo a alma
Desfazendo nós de razões desvairadas
Sucumbindo tão esplêndido ser mortal
Desfeito nas folhas que deixam a vida a desenhar

Sem pisotea-las, vemo-las a dançar no vento
Escrevemos como quem sonha sem sono
E todo melindro caos é desfeito
Aqui onde fenece a vida para realizar

Ali em meio a eira da existência
Onde refinamos o caos
Transformando a bagunça em obra de arte
Onde cada detalhe imperfeito é obra prima

Ouço o rufar do vento passar:

Que nos vedem os olhos
E nos matem num sonho
O que perdemos? E agora?
O que cantam neste lamento?
[...]
Quantos andam ali?
Quem enterram na imaginação?
O que tangem?
È uma bruxa ou um sonho?

4 de abril de 2018

"A vida só pode inspirar bela arte quando há tragédia. Porque na comédia dos risos desesperados, a morte  quando chega provoca a separação, não só de coisas visíveis, mas de corpos vivos também. Porém a tragédia, desde o princípio, ensina a superar as maiores dores e perdas já faladas antes dos seus acontecimentos no futuro.
"Porque o sorriso distrai e a tragédia ensina a superar.

Os demônios

Os demônios A penumbra da madrugada fria Onde estreitos eixos se debatem Como um finíssimo aço na mata que se propaga Um saco de ossos v...